Batuque na cozinha…

Hoje, vagando pela internet, me deparei com alguns instrumentos de percussão muito peculiares.

O primeiro deles uma Moringa. Sim aquela moringa de guardar água e tal. Fizeram um furo na coitada e pronto! Saíram metendo a mão. O resultado é muito bom!

Se liga:

O segundo instrumento é ainda mais bizarro, tem um som absolutamente fantástico. Eu disse fantástico. É inexplicavel o som, e é ainda mais inexplicavel o instrumento! Olha a definição que eu achei do tal bichinho… Ah! Chama-se “Hang Drum” a criança!

Fonte: Palco Principal.

“Um novo instrumento de percussão, baptizado de Hang Drum, está rapidamente a tornar-se numa sensação da Internet. Criado em 2000 por Félix Rohner e Sabina Scharer da companhia PANArt, o Hang é o resultado de vários anos de investigação num prato de bateria de ferro (também apelidado de Pan) e muitos outros instrumentos de percussão ressonantes, oriundos de vários pontos do globo. Hang é uma referência à mão humana, como “Bateria de mão”?

Este novo instrumento é relativamente fácil de tocar, possuindo um som extremamente orgânico. O Hang é composto por dois hemisférios de ferro colados, o lado “Ding”? e o lado “Gu”?. O lado “Ding”? possui 8 campos de tons que em conjunto forma a escala “círculo de tons”?. O lado “Gu”? possui um bass port, inspirado numa bateria Udu. Para tocar este instrumento terá de bater com os seus dedos sobre os orifícios circunscritamente espalhados por ambos os lados.”

Não entendeu nada? Nem eu! Isso aqui explica muito melhor!

Depois de tamanha surpresa com tantas descobertas, achei um vídeo que mescla exatamente estes dois instrumentos totalmente bizarros.
Depois deste vídeo algumas coisas como “Zelda” fizeram mais sentido para mim!

Curtiu? Comenta pô!

Como assim?!

Não sei bem como funciona esse negócio de leis, não sei bem qual é a política envolvida nessas votações e acordos em câmaras de vereadores e coisas assim.

Mas fico indignado com a proibição do consumo de tabaco em lugares fechados MESMO EM ÁREAS RESERVADAS.

Fico indignado não pela proibição, não pelas “vidas que vou ajudar a salvar fumando só em casa”. Fico indignado com uma frase que aparece embaixo da tela no comercial da televisão.

O cigarro mata 7 não fumantes por dia.

Meu Deus do céu!….que alegação é essa?!

Concordo que o cigarro mate até mais não fumantes por dia, mas isso não é explicação para tal lei.

Ora, quantas pessoas que não bebem morrem todos os dias por mãos de bêbados? Ou por seus carros dirigidos loucamente sem nenhuma intervenção do governo. Um bebado que mata um no transito paga cestas básicas e é liberado!

Não tenho números, mas tenho certeza de que a bebida mata muito mais do que o cigarro.

Infelizmente a Brahma e a Skol são muito, muitíssimo mais influentes que a Phillip Morris ou a Souza Cruz. Ambev forma opiniões e políticos e leis.

Não sou contra a proibição do fumo em lugares fechados. Vou repetir!

NÃO SOU CONTRA A PROIBIÇÃO DO FUMO EM LUGARES FECHADOS!!

Mas se o governo for usar tal alegação para extinguir o consumo de tabaco em qualquer ambiente, que ponha a mão na consciencia, seja decente, seja COERENTE e proíba o uso de álcool!

Afinal sempre foi, é e sempre será uma das armas mais mortais no que diz respeito ao bem estar dos cidadãos.

Alphonse Mouzon – Mind Transplant (1976)

pic_cover_mind_translantComo de costume passeando por aí, encontrei esse álbum. Alphonse Mouzon é um MEGA baterista progressivo, numa pegada muito fusion. O disco mistura algumas influências do cara, é uma aula de grooves, é uma aula de bateria, enfim, é um disco que não pode faltar na sua coleção!

Set list:

1. Mind Transplant
2. Snow Bound
3. Carbon Dioxide
4. Ascorbic Acid
5. Happiness Is Loving You
6. Some of the Things People Do
7. Golden Rainbows
8. Nitroglycerine

Download!

Boa agulhada…

Remixado daqui ó!

Ócio criativo!

Esse é pra você, que simplesmente adoooora o AnB, mas não sabe mais o que fazer com tantos discos!

Eu achei muito bom!

Só não consegui fazer igual!

Palmas para eles!!

Única fábrica de discos de vinil voltará a funcionar este ano!

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Polysom, em Belford Roxo, poderá produzir cerca de 40 mil LPs por mês.
Álbum de estreia da Nação Zumbi faz 15 anos e ganha reedição em vinil.

O disco de vinil vai bombar no Brasil. A previsão é de João Augusto, novo dono da Polysom, única fábrica de LPs da América Latina. Localizada em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, ela ficou desativada até ser comprada pelo presidente da Deckdisc, no início deste ano. Prestes a voltar a funcionar, a empresa não tem vínculos com a gravadora e deve produzir 40 mil peças por mês, segundo ele contou ao G1.

“A Polysom é uma companhia inteiramente independente que vai atender a todas as gravadoras. A Deckdisc vai ser tão cliente dela quanto as outras gravadoras e os artistas independentes. Há uma gama muito grande de independentes que tem essa demanda por vinil”, diz João Augusto.

A data da conclusão da reforma, que começou em maio, depende de diversos fatores, mas a Polysom deve reabrir suas portas “ainda este ano, com certeza”. De acordo com o proprietário, a capacidade de produção será de 40 mil discos por mês. “Isso só no começo, depois pode aumentar. Acredito numa demanda alta porque já tem muitos interessados.”

Como não se fabrica mais maquinário para prensar discos de vinil, todo o equipamento da Polysom é reaproveitado. “Tudo está sendo recuperado, desde a mesa de corte até as prensas. A gente desmonta e troca várias peças, mas a carcaça é a mesma de décadas atrás.”

A Polysom vai vender o produto semi-acabado. Caberá às gravadoras colocar a capa, embalar e vender. O preço final também vai depender delas. “No que diz respeito ao custo de fabricação do vinil aqui, estou tentando fazer com que o preço seja duas vezes e meia menor do que lá fora”, diz João Augusto. “Vou conseguir fazer aqui um produto muito mais barato do que o que vem de fora. O problema do Brasil é que as taxas são muito altas.”

Nos Estados Unidos, as vendas de discos de vinil aumentaram 50% em relação ao ano passado, de acordo com dados divulgados pela Soundscan. Segundo a empresa, a estimativa é que sejam vendidos 2,8 milhões de LPs no país até o final do ano – esta é a marca mais alta desde que a Soundscan passou a acompanhar o setor, em 1991.

‘Da lama ao caos’ completa 15 anos e ganha reedição em vinil
A gravadora Sony acaba de lançar a série “Meu Primeiro Disco”, que traz de volta ao mercado álbuns históricos num formato de luxo em edição limitada. Cada exemplar contém o LP original com áudio remasterizado fabricado nos EUA e um CD.

A primeira edição do projeto reúne os trabalhos de estreia de Chico Science & Nação Zumbi, Vinícius Cantuária, Engenheiros do Hawaii, Inimigos do Rei e João Bosco. Serão 30 títulos ao todo, incluindo álbuns do Skank, Zé Ramalho, Sérgio Dias e Maria Bethânia. Cada disco custa em torno de R$ 150.

“‘Da lama ao caos’ é o primeiro e mais importante disco de nossa carreira”, diz Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi. “Ali estão as ideias de anos de expectativa por uma consolidação profissional. Tudo aconteceu da melhor maneira possível. Não imaginávamos que um dia o álbum seria tão importante para a música brasileira. Mudamos o conceito de ‘MPB é uma m…, o negócio é imitar gringo’”, reflete o músico, que só compra vinil.

“Não sei quantos LPs eu tenho, mas minha coleção tem de tudo. A maior parte de música brasileira, depois jazz, depois Jamaica, alguns de funk, outros de rock, vários do Fela Kuti, Hendrix, trilhas sonoras…”

Fonte: G1.com // Foto: Daigo Oliva

O vinil não morreu

Músicos juizforanos preservam a arte de tocar com os famosos bolachões

Quando os Compact Discs (CDs) se popularizaram em todo o mundo, na década de 1990, os consumidores da música apostaram que os Long Plays (LPs) ou vinis entrariam rapidamente para o hall das peças de museu. Com a invasão dos formatos mp3 na rede mundial de computadores, os bolachões pretos pareciam estar sepultados de vez. Mas, na contramão de toda a evolução tecnológica que envolve o mundo da música, os vinis estão de volta com força total. Em Juiz de Fora, uma turma não abre mão de usufruir as vantagens que o formato oferece.

Através do grupo “Vinil é arte”, o discotecário Pedro Henrique Paiva (vídeo ao lado) tenta manter viva a memória e as atividades com os vinis. Ele e os outros três integrantes do projeto tocam em festas, eventos e festivais, sempre utilizando LPs raros de músicos das décadas de 50, 60 e 70. A coleção de vinis faz parte de uma grande pesquisa sobre o formato, mas a quantidade já não cabe mais nas contas. “”Devo ter mais do que dois mil e menos do que quatro mil discos”", brinca.

A paixão e o uso profissional dos vinis ele reconhece que vem com o tempo, através das primeiras coleções herdadas dos pais. Hoje, o ideal do grupo é fazer com que as pessoas dancem músicas que elas não conhecem ou, pelo menos, não ouviam há muito tempo. “”Hoje em dia ouvir música é uma coisa muito prática. Os aparelhos pequenos permitem que você leve o seu som para todos os lugares. O vinil exige mais. Além de gastar tempo e dinheiro comprando os discos, você tem que cuidar, passar um pano seco antes de ouvir. Depois de ouvir um lado, tem que virar o disco. Existe todo um ritual.”
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Sobre a qualidade do som do vinil, Pedro prefere não entrar nas questões técnicas que comparam as mídias. A proposta dos DJs ou discotecários, como alguns preferem ser chamados, não é contrapor os formatos, mas fazer com que cada um tenha o seu espaço. Porém, ele afirma que os profissionais que realmente apreciam a música, preferem o som do vinil. “Muitos CDs que eu comprei em 1991 já estragaram em dez anos de uso”, completa.

O formato também é a preferência do DJ juizforano Luiz Valente (vídeo acima), apaixonado pelos discos dos anos 90. Para ele, a qualidade do som também é uma questão relativa. “Isso depende da relação da pessoa com a música. O público em geral não costuma focar nesse mérito da comparação da qualidade”, avalia.

As primeiras coleções viraram instrumentos de trabalho e para resgatar gravações no formado LP e dar a oportunidade para que novas bandas tenham seus registros musicais nos bolachões, Luiz criou seu próprio selo, a Vinil Land. A prensagem dos vinis é feita na Alemanha, país em que vive boa parte do ano. Mas os DJs e produtores esperam com ansiedade a reativação da Polysom, a última fábrica de discos de vinil no Brasil, localizada no Rio de Janeiro. A proposta é de reativar a demanda por lançamentos no formato, que é o ideal para o uso dos DJs e importante dentro da história musical brasileira.

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Hoje, acumular músicas é muito fácil, porque você baixa da internet. Mas muitas vezes você acumula tanta música que nem tem tempo para ouvir. O vinil exige um trabalho maior. Mas é impraticável o vinil voltar a ser produzido e consumido como era antes. A produção vai atingir um nicho muito específico de pessoas que gostam e que trabalham com música. Mas é importante ter essa retomada”, avalia Luiz.

Enquanto a produção em larga escala não volta a ser realidade no país, os produtores recorrem a uma verdadeira garimpagem nos sebos. Na maior loja de discos usados de Juiz de Fora, o proprietário acredita ter entre 30 e 40 mil vinis no acervo. “A procura é muito grande e tem aumentado cada vez mais”, confirma João Roberto de Almeida.

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O preço representa um grande enigma para os colecionadores e produtores que trabalham com o formato. “O mesmo disco que você encontra por R$ 100 na loja, é vendido a R$ 1 na feira”, constata Pedro. Em Juiz de Fora, o preço de um vinil antigo pode variar de R$ 1 a R$ 300. Porém, há registros de verdadeiras raridades da música, que podem chegar a custar R$ 3 mil.

O vinil não tem um preço definido por uma série de motivos. Um deles é o desconhecimento sobre a raridade dos discos. Com a ascensão dos CDs, muitas famílias fizeram doações em massa dos bolachões, fazendo com que muito material fosse perdido ou comprado por colecionadores estrangeiros.

No exterior, apesar da visível queda do consumo, a produção do vinil não chegou a desaparecer, como no Brasil. “No fim dos anos 90, a indústria da música começou a vender a ideia de que o CD era uma revolução e que o vinil era coisa do passado. Até 1996, a produção e a qualidade dos vinis caíram muito. As empresas não perceberam que ainda havia público para o vinil. A partir de 96 você não acha nada de música brasileira gravada nesse formato”, lamenta Luiz.

Easy Star’s Lonely Hearts Dub Band (2009)

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Mais um album foda desses caras acaba de sair do forno. Depois do sucesso dos balados albuns DE DUB SIDE OF THE MOON (2003) e RADIODREAD (2006) chega Lonely Hearts Dub Band, com cançoes do albun Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles, pela capa já da pra imaginar o que vem por ai. O album tem uma lista de participações, dentre elas Steel Pulse, Matisyahu, Michael Rose (Black Uhuru) , Luciano, U Roy, Bunny Tapetes , Ranking Roger (Inglês Beat), Sugar Minott, Frankie Paul, Max Romeo e The Mighty Diamonds é ouvir e viajar nessa nova roupagem Dub do som dos roqueiros de Liverpool. O álbum foge um pouco das tradições do blog, mas foi uma grata surpresa conhecê-lo!!

01. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
02. With A Little Help From My Friends
03. Lucy In The Sky With Diamonds
04. Getting Better
05. Fixing A Hole
06. She’s Leaving Home
07. Being For The Benefit Of Mr. Kite!
08. Within You Without You
09. When I’m Sixty-Four
10. Lovely Rita
11. Good Morning Good Morning
12. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise)
13. A Day In The Life

Download!

Burt Bacharach – Butch Cassidy And The Sundance Kid (1969)

1969-burt-bacharach-butch-cassidy-and-the-sundance-kid-download-disco-completo-gratis-mp3-freeBurt Bacharach é um senhor de 80 anos que ao invés de ficar por aí a jogar bocha, beber vinho e comer salaminho está rodando o mundo fazendo shows! Sua turnê já está no Brasil. Para mais informações sobre datas e locais dos shows clique aqui.
Quem quiser conhecer o seu trabalho, taí um disco. Ele já fez várias trilhas sonoras, entre elas a de Austin Powers. Burt diz que no Brasil gosta da música de Milton Nascimento, Djavan e Ivan Lins. Além de bem informado, este senhor tem bom gosto.

01 – The Sundance Kid
02 – Raindrops Keep Fallin’ On My Head
03 – Not Goin’ Home Anymore
04 – South American Getaway
05 – Raindrops Keep Fallin’ On My Head
06 – On A Bicycle Built For Joy
07 – Come Touch The Sun
08 – The Old Fun City
09 – Not Goin’ Home Anymore

O que você não (ou) viu! (parte 6)

Arthur Maia.

É sobrinho do baixista Luizão Maia, com quem aprendeu as primeiras técnicas no baixo, e de quem herdou a peculiar sensibilidade que desenvolveu no instrumento, antes conhecido por sua limitação, mas que teve a partir de Arthur uma nova leitura, passando a ser usado por ele como instrumento não apenas de acompanhamento, mas também de belíssimos solos. Arthur Maia iniciou também uma nova aplicação do baixo fretless (sem trastes), que o torna frequentemente solicitado por artistas brasileiros e estrangeiros. Acompanhou artistas como Ivan Lins, Luiz Melodia, Márcio Montarroyos, Jorge Benjor, Gal Costa, Djavan e Gilberto Gil.

Participou de diversas bandas de nome, como Pulsar, Banda Black Rio, Egotrip e o grupo instrumental Cama de Gato.

Em 1990 gravou seu primeiro disco solo, que ganhou o Prêmio Sharp.

Participou dos principais festivais internacionais tais como o New York Jazz Festival, o Festival de Jazz de Paris, o Montreux Jazz Festival, o Lugano Jazz, o Free Jazz Festival e o Heineken Concerts (Brasil), entre vários outros.

Seu trabalho mescla influências do jazz, funk, samba, swing e reggae.

Os discos de Arthur Maia também são caracterizados pela participação de vários outros artistas do Gênero, tais como: Hiram Bullock, Seu Jorge, Martnália entre outros. Um de seus trabalhos mais recentes foi sua participação no disco do cantor gospel Leonardo Gonçalves.

Legião Urbana enfim se rende ao cenário.

1170615-4222-cpDepois de 13 anos do fim da Legião, os integrantes Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, resolveram aderir a internet e disponibilizar seus discos no Sonora do portal Terra. O primeiro disco disponível é Legião Urbana (1985)

O Terra fez uma entrevista com os caras, onde eles abordam exatamente o assunto.

“Sendo uma das últimas bandas a ter suas músicas digitalizadas de forma legal, os integrantes remanescentes Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá explicaram ao Terra como se deu esse processo. “A questão da banda se complicou um pouco na tomada de decisões. Ficamos partidos, de certa forma”, diz Dado sobre a morte de Renato Russo, em 1996.

Confira a entrevista completa por Osmar Portilho”

Como foi esse processo? Como vocês chegaram nessa resolução para lançar esse catálogo da Legião Urbana em formato digital?
Dado – Acho que é uma tendência natural das gravadoras tentarem comercializar novamente a música. Acho que veio na hora que tinha que vir. De qualquer forma, abriu o acesso para um monte de gente poder conhecer a obra e ter a possibilidade de entrar nesse universo da Legião Urbana da forma mais fácil.

Bonfá – Hoje as gravadoras têm seu próprio ritmo. Um elefante branco se arrastando em um mar de lama no mundo e no Brasil. Imagina o tempo que eles levam. Todo mundo acaba indo pra esse caminho.

Dado – A questão da banda se complicou um pouco na tomada de decisões. Ficamos partidos, de certa forma. Enfim, a questão de fazer outras coisas da vida também te dá outras prioridades. Também a estrutura da gravadora tentando se reencontrar neste universo.

Neste ponto, sendo a Legião uma das últimas bandas a ter seu catálogo disponibilizado da forma digital, você acha que seguir o padrão da internet se tornou inevitável?
Dado – Imagina. É um caminho sem volta, irreversível. Eu sou totalmente a favor de achar caminhos para regularizar e regulamentar. Achar maneiras de pagar o compositor, o artista e o produtor. Achando um resultado para essa equação, a coisa vai embora. Mas a internet só também não é a solução, é mais uma ferramenta.

Bonfá – É louco falar isso. A Legião Urbana era a única banda que não estava no universo digital nos negócios. Quando eles falaram de fazer a comercialização, a primeira coisa que falei era que precisávamos de um site.

Vocês chegaram a conversar se acontecerá algum evento para marcar isso? Algum show, tributo ou reunião?
Dado – Ainda não. Vamos caminhando devagarzinho. As portas já se abriram. Criamos um site, finalmente um site oficial onde o público vai trocar informações e conhecer mais a banda.

Os fãs da Legião Urbana tinham essa lacuna de ter um site oficial, um reduto na internet, não é?
Dado – A gente não tinha essa noção corporativa de jeito nenhum. De certa forma pagamos por isso. Por chegar tão tarde sem um site. A verdade é que depois da partida do Renato não fazia mais tanto sentido.

Bonfá – Site da Legião, não-oficial, tem um monte. O problema é que o nome da Legião não está no meu nome e nem do Dado, então tudo a gente precisa conversar com a família do Renato. Não temos autonomia nenhuma. É muito complicado administrar essas coisas. A Legião Urbana não existe mais, acho que importante é fazer uma ponte entre os fãs internautas.

Você acha que a internet tem esse papel de democratizar a música e a informação?
Dado – Acho que o suporte vai ficar obsoleto. CD vai virar coisa de colecionador. Para carregar a massa acho que a rede vai dominar. As pessoas vão baixar música pelo telefone, em qualquer lugar do mundo. A facilidade e a democratização do negócio chegaram, agora vamos ver como isso vai acontecer realmente. Tanto em termos de divulgação quanto cobrança, porque o pessoal não está a fim de pagar. Tem que existir dentro da cultura do brasileiro a vontade de voltar a pagar com música. Aquilo custa.

Bonfá – No Brasil ainda não existe comércio eletrônico. Engatinha. Ainda não se tem o hábito. Pra mim essa coisa de pirataria e baixar música, passam por aquelas coisas que eu vejo e o que eu acho certo. É roubo. Você não passa em uma banca de fruta sem dinheiro e rouba a fruta. Está tudo errado.

Dentro desse volume de artistas que brotam na internet todos os dias, você acha que sai alguma qualidade?
Dado – É difícil avaliar a questão qualitativa. São momentos diferentes. Existem tantas coisas boas como coisas péssimas também. Você entra no MySpace, por exemplo, que também é uma rede, mas tem algum tipo de filtro pra você não ficar totalmente perdido. Ainda não está ali inserido no mercado.

Hoje existe até esse caminho inverso. O artista atinge o mainstream sem o caminho da gravadora
Dado – Na verdade eu sinto falta desse filtro. Senão eu acabo perdendo muito tempo. Pra mim esse filtro é algum amigo, um jornalista, escritor, algum blog. Tem que filtrar. E nesse ponto eu estou disposto a pagar para ver se realmente é bacana.